Qual o papel de TI para finanças nas organizações?

As oportunidades para adotar, incorporar e aproveitar melhor as tecnologias digitais são mais numerosas do que nunca. Todas as empresas do setor enfrentam sérias questões sobre onde investir, em que ritmo e escala e para quais resultados  econômicos. Nesse contexto, o CFO desempenha um papel crítico na avaliação e tomada das decisões corretas em uma infinidade de opções, uma vez que a TI para finanças abriu ainda mais o leque de funções a serem executadas.

Executivos de finanças emergiram como poderosos administradores digitais, usando dados para aumentar a eficiência e promover novos modelos de negócios digitalmente orientados que ajudam a desenvolver a empresa. Com uma visão única de suas empresas, os CFOs olham além dos limites tradicionais da função financeira e colaboram com os CEOs para desenvolver estratégias orientadas por dados (um dos aspectos onde a TI entra) e insights, criando crescimento sustentável, valor de longo prazo e mudanças profundas. E isso é apenas o começo. Até 2020, a função financeira, tal como a conhecemos, será transformada pela inovação do CFO, à medida que o talento for reequilibrado e implantado em todo o negócio em uma nova capacidade estratégica.

À medida que as tarefas rotineiras são automatizadas, o CFO criará papéis mais significativos e impactantes para os profissionais de finanças, desde as principais transformações em digitalização até o desenvolvimento de novas formas de mineração de dados para insights orientados para o crescimento, numa TI para finanças.

O CFO está em uma posição elevada, atuando como um inovador e um disruptor que pode aproveitar os dados para liberar novos valores. Agora é a hora de todos os CFOs exercerem o poder do digital e protegerem os objetivos de crescimento da organização.

Existem 5 forças que impulsionam a evolução do papel do CFO nas empresas:

  • Aumento das expectativas, de CEOs e da empresa em geral;
  • Ritmo de mudança cada vez mais acelerado;
  • Pressão pelo crescimento dos lucros é cada vez maior;
  • Poder dos dados: há uma explosão do volume de dados, exigindo foco e novas capacidades;
  • Controle e cumprimento das expectativas, de acordo com a regulação e expectativa dos consumidores.

TI para finanças

Enquanto CFOs buscam maneiras de realizar suas próprias tarefas mais rápido e melhor através da automação, eles também dão início à “digitalização” de suas organizações, tornando mais ampla a difusão de tecnologias para mudar modelos de negócios e desbloquear novos fluxos de receita.

Hoje, apenas 34% das tarefas de finanças são automatizadas. É um percentual baixo, na verdade, estima-se que 60 a 80 por cento da atividade retrógrada contábil pode ser automatizada com pouca ou nenhuma intervenção humana. Mas, mesmo em 2021, os CFOs esperam que menos de 50% de todas as tarefas de finanças seja realizada por máquinas.

Ferramentas de análise preditiva permitem ao setor de finanças explorar os dados e entender como o clima de negócios vai funcionar em cada área, e a capacidade de proporcionar roteiros para responder a tais percepções é uma habilidade de valor inestimável para o CFO que a possui, no entanto, há uma proporção nas atividades realizadas de 50% para cada lado entre as atividades concentradas em relatar o passado e aquelas voltadas para o futuro. O equilíbrio que deve se buscar atingir numa TI para finanças do futuro encontra barreiras como a automatização das funções ocorrendo em ritmo lento, a falta de confiança nos dados e o encontro de resistência por parte dos próprios colaboradores da empresa, por uma questão cultural.

Além disso, o CFO ou responsável por finanças deve se atentar aos principais desafios à transformação digital da organização, que são:

  • Funcionários encontram dificuldade de adoção de tecnologias emergentes e em desenvolvimento;
  • Surgimento de novos riscos cibernéticos, devendo haver constante investimento para manter barreiras;
  • Risco da tecnologia adotada se tornar obsoleta antes do retorno de investimento;
  • Combinação de diferentes conjuntos de dados torna o processo demorado;
  • Falta de equilíbrio adequado entre investimentos na atividade principal e novos negócios da organização.

Por outro lado, as recomendações feitas para acelerar a mudança digital da era de TI para finanças, como CFO, são:

  • Busque em toda a empresa para priorizar investimentos digitais. Casos de teste com retorno rápido podem ajudar a financiar
    a transformação necessária;
  • Encontrar um terreno comum com outras unidades de negócios no âmbito da digitalização de finanças, seguindo o mesmo ritmo e facilitando o trabalho;
  • Conectar os investimentos feitos com os retornos comerciais que o negócio espera realizar. Isto permite a priorização imediata e aumento da confiança no retorno sobre o investimento;
  • Procure o valor financeiro que investimentos digitais em outras partes do negócio podem gerar. Por exemplo, sensores em equipamentos podem servir como uma porta de entrada para planejamento de capital e orçamento de manutenção, fornecendo informações de previsão sobre o desempenho de ativos;
  • Concentre-se em como inovar e ter crescimento escalar em velocidade. Implante métodos ágeis e princípios de design
    baseados em resultados;
  • Construa estruturas gestão e governança para medir o desempenho e assegurar a responsabilização pelos resultados, bons ou ruins;
  • Constantemente avalie a carteira de investimentos digitais para assegurar relevância e valor de cada item.

Outra característica que pode estar presente no CFO é a de compreender que sua posição vai muito além de controlar gastos, ou ainda, mesmo com o uso de TI para finanças, aproveitar os benefícios da tecnologia e novos processos para facilitar seu trabalho, sua função exige também conexão humana, saber manter boas relações e ser empático o suficiente para fazer o que estiver ao alcance são comportamentos que sempre abrem portas, independente de quão alto seja o cargo citado em uma organização. O CFO estar preparado para uma constante autotransformação e mudança cultural deixa as finanças prontas para caminhar lado a lado com o avanço tecnológico adotado pela organização.

E então, como o setor de finanças em sua organização está preparado para lidar com os novos paradigmas abordados?

Referência

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