Aprenda a usar o Linux como alternativa aos licenciamentos que a Microsoft oferece

Além de ter muita competitividade com a Apple, a Microsoft também já teve relação parecida com a Linux, até que há pouco tempo, a organização anunciou que apoia os projetos open source utilizados nessa última concorrente. Então por que não aprender um pouco mais sobre as possibilidades oferecidas e quem sabe até fazer uma escolha que vai render uma boa economia para sua organização no quesito infraestrutura.

Linux

Red Hat Enterprise Linux

A Red Hat existe desde 1993 e foi uma das primeiras empresas a perceber que poderia vender como produto o seu suporte, disponibilizando os produtos gratuitamente. O principal produto da Red Hat costumava ser o Red Hat Linux, que era vendido para uso privado e para empresas. Porém, em 2004 a Red Hat iniciou uma separação dos dois mercados. Com a criação do Red Hat Enterprise Linux, a Red Hat começou a concentrar os seus esforços no mercado das empresas, mais rentável, e após a versão 9, acabou com o desenvolvimento da versão pessoal, o ambiente desktop, que foi substituído pelo Fedora Linux, uma distribuição cuja atualização é mais rápida por ser aberta.

É uma boa escolha para adoção em desktops, mais estável e segura do que uma instalação padrão do Windows, a configuração padrão do RHEL Desktop inclui e-mail integrado, agenda, gerenciamento de contatos, um pacote de aplicativos para escritório e capacidades de virtualização para permitir que os usuários rodem o Windows e apps legado quando necessário.

Ubuntu

A interface do Ubuntu é intuitiva, é rápido, seguro e há milhares de aplicativos para escolher, é adotado por equipes pequenas e grandes, porque é fácil de usar e tem um baixo custo de propriedade. As versões de suporte a longo prazo vêm com cinco anos de patches e atualizações de segurança, somente pacotes essenciais são incluídos, reduzindo o espaço ocupado pelo disco e os tempos de instalação, tem código aberto, tornando-o livre de restrições de licenciamento, sem vírus.

O Ubuntu é usado por milhares de equipes de desenvolvimento em todo o mundo por causa de sua versatilidade, confiabilidade, recursos constantemente atualizados e extensas bibliotecas de desenvolvedores. Se você está gerenciando desenvolvedores, o Ubuntu é a melhor maneira, entre as alternativas Linux, de aumentar a produtividade de sua equipe e garantir uma transição suave do desenvolvimento até a produção.

A cada dois anos, há uma nova versão de suporte a longo prazo (LTS) do Ubuntu Desktop que é suportada por cinco anos. Durante esse período, haverá correções regulares de segurança e outras atualizações críticas que são, e sempre serão, gratuitas.

CentOS

O Community Enterprise Operating System deriva do códigos fonte gratuitos oferecidos pela Red Hat, sendo mantido pelo CentOS Project, cada versão é baseada na respectiva versão do Red Hat, seu foco é em recursos estáveis e as aplicações atendem principalmente funções de estações de trabalho e redes, sendo considerado um sistema quase exclusivo para servidores. Com a instalação da versão em DVD, o usuário pode escolher entre os desktops KDE, GNOME e Minimal.

Mint

Embora não tenha sido projetado especificamente para a implantação corporativa, vale a pena incluir aqui exclusivamente o desktop Linux Mint, é um dos ambientes de desktop Linux mais fáceis para novos usuários. Construído em torno do proprietário e popular gerenciador de janelas Cinnamon, a versão atual do Mint é baseada nas distribuições Ubuntu e Debian Linux.

O Mint não conta com suporte da Linux, portanto, embora existam diversos benefícios, principalmente por ser open source, a empresa deve estar preparada para realizar manutenções.

SUSE (OpenSUSE)

Basicamente quase todos os apps disponíveis em uma plataforma Linux desktop para empresas também estarão disponíveis para outras distribuições, assim, o SUSE também se integra com o Microsoft Active Directory e o Microsoft Exchange e funciona com o Novell GroupWise. Quanto à segurança, o sistema AppArmor, do SUSE constrói um firewall ao redor de cada aplicativo para que, caso os usuários rodem algum software malicioso sem saber, o sistema e empresa não sejam prejudicados.

Debian

O Debian foi iniciado em agosto de 1993 por Ian Murdock, como uma nova distribuição que seria feita abertamente, no espírito do Linux e do projeto GNU. O Debian foi concebido para ser feito cuidadosamente e conscienciosamente, e ser mantido e suportado com cuidado similar. Ele começou como um grupo pequeno, bastante unido, de hackers de Software Livre e cresceu gradualmente para se tornar uma comunidade grande e bem organizada de desenvolvedores e usuários.

Os sistemas Debian atualmente usam o kernel Linux ou o kernel FreeBSD. A combinação da filosofia e metodologia do Debian com as ferramentas GNU, o kernel do Linux e outros softwares livres importantes, formam uma distribuição de software única. Esta distribuição é composta por um grande número de pacotes de software. Cada pacote na distribuição contém executáveis, scripts, documentação e informações de configuração, e tem um mantenedor que é o principal responsável por manter o pacote atualizado, rastrear relatórios de bugs e se comunicar com o upstream do pacote.

A atenção do Debian aos detalhes nos permite produzir uma distribuição de alta qualidade, estável e escalável. As instalações podem ser facilmente configuradas para atender a muitas funções, desde firewalls despojados até estações de trabalho científicas de desktop até servidores de rede high-end.

Compartilhamento de arquivos

A facilidade de distribuição de arquivos entre um sistema Linux e um Windows, MacOS ou mesmo outro Linux é exemplificada com o uso de opções como o Samba ou o Serve. Como o Samba é mais complexo, o uso do Serve é recomendado para usuários com pouca experiência, para instalá-lo é necessário primeiro instalar o Node.js e o gerenciador de pacotes JavaScript NPM.

No Ubuntu, você pode usar o comando sudo apt-get install nodejs npm. Após isso, abra um terminal e execute o comando npm install -g serve.

Para compartilhar uma pasta, use o comando a seguir, trocando ‘pasta’ pelo nome da pasta que será compartilhada:

serve pasta/

Caso deseje uma porta de comunicação diferente da padrão, use o comando a seguir, trocando ‘pasta’ pelo nome da pasta que será compartilhada e ‘1234’ pelo número da porta:

serve -p 1234 pasta/

Para utilizar ssl, execute o comando:

serve –ssl pasta/

Após isso, para acessar um compartilhamento digite nome/IP do servidor, com dois pontos e número da porta (por padrão é 5000) no navegador.

Active Directory

Ter um banco de dados estruturado que armazene informações sobre computadores, recursos, serviços e usuários da organização torna o acesso mais seguro, organizando identidades e acesso com logon único, centralizando dados e com alta escalabilidade. Esse recurso surgiu no Windows, mas para poder aproveitar esse avanço em um sistema Linux, você encontra um passo a passo de configuração e gerenciamento de Active Directory no Linux aqui.

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