Qual a história da computação em nuvem?

Os dois principais nomes que deram início à história da computação em nuvem foram John McCarthy, norte-americano que queria que a computação fosse oferecida como um serviço público, como os serviços de luz e água, além de ter discutido o uso compartilhado do computador de forma simultânea em um discurso no MIT em 1961, criando o termo “Utility Computing” e se tornando pai da inteligência artificial, e Joseph Carl Robnett Licklider, cientista da computação estadunidense que ao estudar novas formas de utilização da computação, em 1962 encontrou um jeito de compartilhar informações globalmente, criando a Arpanet (Advanced Research Projects Agency Network), antecessora da Internet que reunia bases militares com departamentos de pesquisa do governo.

história da computação em nuvem

A proposta de McCarthy propunha a divisão de um mesmo computador para ser utilizado por diversas pessoas ao mesmo tempo, com processamento eficiente para todas. Na década de 60 surge então o “time sharing”, permitindo que a proposta de McCarthy se tornasse realidade, entretanto, muitas aplicações eram suscetivas a falhas, por isso, a IBM passou a desenvolver, desde esse período, sua primeira máquina virtual, que possibilitaria a divisão do computador em várias partições. tendo criado soluções como o CP-67 (sistema que obteve ótimos resultados), primeiro sistema de virtualização para o mainframe (computador de grande capacidade) IBM 360/67.

E então, a internet teve um longo período de desenvolvimento e extensão para o público global, até que, em na década de 90, passou a oferecer largura de banda significativa e deslanchou, oferecendo computação distribuída, com computadores conectados a rede que compartilham recursos apenas em momentos específicos. Em 1997, o professor Ramnath Chellappa usou o termo “computação em nuvem” pela primeira vez, se referindo uma estrutura de servidores conectados à internet que poderiam armazenar dados e oferecer poder de computação remotamente aos seus clientes.

A VMware introduziu a plataforma “VMware Virtual Plataform” em 8 de fevereiro de 1999, sendo o primeiro produto comercial para virtualização na plataforma x86 (a grande adoção do Linux e Windows como sistemas operacionais emergentes em servidores consolidou a plataforma x86 como padrão da indústria), depois tornou-se o VMware Workstation. Em 2000, lançou sua primeira plataforma de virtualização de servidores, o VMware GSX Server 1.0, com melhorias nos anos seguintes, podendo então instalar diretamente no bare-metal e prover maior estabilidade, sendo melhorado continuamente até os dias de hoje.

A partir daí, a história da computação em nuvem passou a ganhar cada vez mais eventos inovadores e momentos marcantes, a junção da tecnologia dessa época com ideias como a de McCarthy começou a dar resultados mesmo nessa década, em 1999 a Salesforce.com passou a entregar aplicativos para seus usuários por meio de um site simples, caracterizando uma espécia de SaaS (Software as a Service). Em 2002, a Amazon lançou o Amazon Web Services, com serviços como armazenamento, computação e inteligência humana baseados em nuvem, colocando no mercado, em 2006, o Elastic Compute Cloud (EC2/S3), primeiro serviço de infraestrutura de computação em nuvem amplamente acessível.

Também em 2006 é que foi liberada a primeira versão do XenEnterprise 3.0, produto da XenSource criado para competir com o VMware ESX, esse produto, após passar por melhorias, foi adquirido, junto à toda a XenSource, pela companhia Citrix que conhecemos hoje.

Em 2008, foi a Google que trouxe o Google App Engine para o mercado de nuvem, com baixo custo e diversas inovações, é uma plataforma de computação em nuvem para desenvolver e hospedar aplicações web na infraestrutura da empresa. Já a plataforma destinada à execução de aplicativos e serviços da Microsoft, o Azure, foi anunciada em 2008 e lançada no mercado em 2009.

A constante evolução da história da computação em nuvem se deu então devido à descoberta pelo mundo corporativo das possibilidades que a tecnologia traz, se em um cenário de Internet 2.0 já se fazia necessária, com desafios como Big Data, globalização e indústria 4.0, era necessária uma solução em computação à altura.