Diversas rotinas corporativas estão sendo fortemente impactadas pela tecnologia em diversos setores da economia, uma verdadeira revolução na gestão de documentos e na governança corporativa.

A migração para nuvens já é uma realidade, em muitos casos oferece uma segurança maior e uma redução de custos, além  é claro de um ganho em produtividade ao migrar para um modelo hibrído por exemplo, ao invés de exclusivamente on premisses.

A LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), tem previsão de entrar em vigor no Brasil, a partir de agosto de 2020, ela bebe muito na fonte de que já temos na Europa com a GDPR (General Data Protection Regulation), implantado em 2018, é fundamental que as empresas reavaliem suas políticas de gerenciamento de informações e conformidade.

Vem à tona uma questão antiga, que agora é necessário tratar com certa urgência: “Proteção de dados sigilosos que estão sobre o poder da empresa”, essa responsabilidade aumenta com uma regulamentação específica e sanções previstas por lei.

Para se adequar ao LGPD, é necessário realizar um mapeamento detalhado dos dados pessoais que estão sendo tratados, saber onde estão, como estão sendo usados, quem tem acesso, se os dados são compartilhados com terceiros no Brasil ou exterior, essas são apenas algumas das questões importantes que devem ser respondidas, são o ponto de partida para a implementação efetiva das políticas de gerenciamento de informações de acordo com os padrões do LGPD.

A Inteligência Artificial vem auxiliar na automatização de processos internos, que são componentes primordiais para as organizações, a nova lei traz muitos desafios na gestão e governança de privacidade. São fundamentais protocolos para gestão de consentimentos, gerir as petições abertas pelos responsáveis, a implementação de técnicas de anonimização podem ser uma solução em muitos casos, pois esses dados não são considerados dados pessoais pela lei desde que o processo não seja reversível.

Tais desafios podem ser interpretados como problemas ou oportunidades, depende da abordagem e da predisposição a se adequar a uma realidade eminente, muitas dessas questões podem ser resolvidas com ações como a implantação de corretas políticas de gerenciamento de informações, estabelecer eficientes sistemas de gestão documental e de conformidade.

Muita coisa ainda pode acontecer até agosto de 2020, Por exemplo os vetos como os executados pela presidência em julho de 19. Houve uma flexibilização na LGPD, para citar um exemplo. Não é mais obrigatório um humano para revisar análises automatizadas , permitindo assim que os sistemas com base em algoritmos tenham autonomia de decisões, implicando desde a retirada de informações de mídias sociais até mesmo para concessão de crédito.

É possível alterar rotinas sem interromper todos os seus processos. Muitas empresas estão avaliando a terceirização com parceiros que possuam know-how para acelerar e garantir a aplicação de novas tecnologias de automação, os especialistas em tais soluções podem impulsionar muito os negócios de empresa dos mais diversos segmentos de atuação, com aplicação de boas práticas e gestão de governança principalmente nas organizações em que ações de conformidade ainda não estão totalmente desenvolvidas, pois a equipe de TI é muito atarefada com diversas demandas em outras áreas.